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1. Como podemos dividir a Idade Média?

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- A queda do Império Romano do Ocidente em 476 é o marco, para muitos historiadores, do início da Idade Média, um período que vai durar praticamente mil anos. Para facilitar os estudos, divide-se a Idade Média em Alta Idade Média, que vai até o ano 1000, e Baixa Idade Média, que vai do ano 1000 até 1453, queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente.

2. Por que a Idade Média é chamada de Idade das Trevas?

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Um membro do Clero, um Cavaleiro e um Servo. Símbolos da Idade Média.

- Após a queda do Império Romano, a Europa se tornou muito descentralizada, com a disputa constante entre vários povos, o que fez com que o comércio e as cidades ficassem bastante enfraquecidos, tornando a Idade Média praticamente uma época rural. Além disso, houve a predominância do pensamento de que quem não fosse romano, tido como “civilizado”, seria um “bárbaro selvagem”.

 

- Tanto o Renascimento quanto o Iluminismo vão usar a imagem da Idade Média como sendo algo bem negativo. Muitos historiadores, principalmente a partir do século XX, começam a contestar essa imagem de Idade das Trevas, ao mostrarem que a filosofia, as artes e a busca científica estavam presentes no período medieval, que inclusive produziu as universidades, e que portanto, não foi uma época “morta”.

3. Os principais reinos bárbaros.

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Coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III.

- Com o colapso de Roma, vários povos bárbaros, das mais diversas origens, passam a disputar regiões européias, formando diversos reinos que se transformariam, no futuro, nos estados modernos.

 

- Podemos destacar os germanos na europa central, os violentos hunos, de origem asiática, os vândalos, que cruzaram a europa e se estabeleceram no norte da África, os suevos e visigodos na península Ibérica, o reino dos anglo-saxões na região da Inglaterra, entre outros.

 

- Um dos mais significativos dos reinos bárbaros foi o reino do Francos, o de maior duração, que se originou na região da Gália, onde hoje é a França. Os merovíngios formam a primeira dinastia dos francos, que tem como momento chave a conversão do do rei Clóvis ao cristianismo em 496, o que trouxe o apoio da Igreja. Em 732, Carlos Martel, o prefeito do palácio, espécie de ministro do rei, consegue deter o avanço árabe na batalha de Poitiers e obtém grande prestígio.

 

- O filho de Martel, chamado de Pepino, o Breve, consegue tomar o trono e inicia a dinastia Carolíngia. Pepino fortalece sua relação com a Igreja ao vencer o povo lombardo na Itália e doar todas as terras para o Papa.

 

- O filho de Pepino, Carlos Magno, é coroado imperador no ano 800. Carlos Magno dará um grande apoio para as artes, a música e a escrita, o que caracterizou o chamado “Renascimento Carolíngio”. A morte de Carlos Magno divide o Império Franco em três partes: a França Ocidental, maior parte de onde hoje é a França, o Reino de Lotário, onde temos parte da França atual e da Itália, e França Oriental, de tradição germânica.

4. Bizâncio na Idade Média e a Igreja Católica Ortodoxa.

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Igreja de Hagia Sophia em Istambul, Turquia. Símbolo do império Bizantino medieval.

- O Império Bizantino é o Império Romano do Oriente, que não foi derrotado pelos povos bárbaros, e vai sobreviver até 1453, quando é derrotado pelos turcos otomanos.

 

- O Império Bizantino é um amálgama de elementos ocidentais e orientais. Sua língua era o grego e o imperador era ao mesmo tempo chefe religioso e político. Constantinopla era uma das principais cidades do planeta, principalmente pela sua crucial posição geográfica de ligação entre o ocidente e o oriente, recebendo e fazendo circular os mais diversos produtos e culturas.

 

- O imperador mais poderoso foi Justiniano, que governou entre 527 e 565, e é muitas vezes chamado de “o último imperador romano e o primeiro bizantino”. O principal objetivo de Justiniano era tentar recuperar a glória de um Império sem divisões, defendendo a política de um Estado, uma lei, uma igreja. Justiniano vai construir a famosa Igreja de Santa Sofia e vai codificar o Direito Romano, publicando o Corpus Juris Civilis, o código do Direito Civil.

 

- A sua morte acabou, a longo prazo, determinando ainda mais a fragmentação do Império Bizantino, que ao longo dos séculos perdeu territórios para diversos povos bárbaros, para os árabes, e, finalmente, tombaria frente aos turcos.

 

- O império bizantino era cristão, mas não estava alinhado ao Papa, sendo a igreja subordinada ao imperador. Em 726, o imperador Leão III, com o apoio do exército, inicia o movimento iconoclasta para destruir todas as imagens religiosas, gerando conflitos que só terminariam no século posterior, com o fim do movimento.

 

- A Igreja Católica de Bizâncio é conhecida até hoje como Igreja Católica Ortodoxa, intensamente presente em países como Rússia, Romênia, Bulgária, Grécia e outros. Em 1054 houve o chamado Cisma, a ruptura entre a Igreja Apostólica Romana e a Ortodoxa. Há complexas diferenças teóricas entre os dogmas dessas igrejas, como na questão do filioque (se Jesus teria ou não participação na procedência do Espírito Santo) e na imaculação de Maria (se ela teria nascido ou não pecadora). A Igreja Ortodoxa tem como importante figura política o Patriarca, arcebispo de Constantinopla. Porém, o poder da Igreja Ortodoxa é distribuído através dos seus bispos, não sendo centralizado como no catolicismo romano. 

5. A expansão árabe.

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Meca, a principal cidade sagrada do Islamismo.

- Os árabes até o século VI viviam de forma descentralizada, sem unidade política, divididos em várias tribos. Os beduínos, que viviam no deserto, eram nômades e viviam de saques e pilhagens, com pequena criação de animais.

 

- A religião árabe era politeísta, com cada tribo cultuando divindades distintas. Porém, praticamente todos os árabes reverenciavam a pedra negra, um meteorito situado na cidade de Meca, cidade que presencia o nascimento de Maomé em 570.

 

- Maomé, de nascimento humilde, ascendeu socialmente através do casamento com uma viúva e passa a pregar o monoteísmo e a devoção total (Islã, que significa submissão) ao Deus único, Alá. Maomé foi bastante influenciado pelo judaísmo e pelo cristianismo, e Alá é basicamente o mesmo Deus da bíblia, Jeová. Os mais humildes são convertidos e na medida que Maomé vai se fortalecendo, passa a ser perseguido pelos mais poderosos, buscando refúgio na cidade de Medina, fato este que vai ser chamado de Hégira e dará origem ao calendário muçulmano (ou islâmico).

 

- Em 632, Maomé retorna triunfalmente a Meca, quando a Península Arábica já está praticamente toda convertida ao Islã. O alcorão, texto sagrado escrito pelos discípulos de Maomé, compõe a base teórica do islamismo.

 

- Com a morte de Maomé, os líderes chamados Califas vão empreender seguidas guerras expansionistas, e nos séculos VII e VIII os árabes vão conquistar a Palestina, a Síria, o Egito, o norte da África e invadem a Europa, conquistando a Península Ibérica. A expansão árabe na Europa será interrompida quando eles são derrotados por Carlos Martel na tentativa de invasão ao reino dos francos. Mesmo assim, os árabes vão ficar praticamente setecentos anos ocupando a Península Ibérica, se envolvendo na Guerra de Reconquista, guerra liderada pelos espanhóis cristãos visando expulsar os muçulmanos do território.

 

- É importante destacarmos que árabe é uma etnia, um povo, e o islamismo é uma religião, que pode ser praticada por qualquer pessoa, bastando a crença. A religião islâmica é, no mundo atual, a com maior número de adeptos, se separarmos no cristianismo os católicos e protestantes.

 

- Apesar de hoje muitos ocidentais verem o islã como algo “atrasado”, na Idade Média os muçulmanos tiveram forte destaque nas artes, filosofia e ciências, contrastando com a censura e proibições da Igreja Católica. Os árabes tinham uma medicina avançada, resgataram e traduziram os clássicos textos gregos de Platão e Aristóteles, e desenvolveram a matemática, ao popularizarem os números indo-árabicos, que são os usados por nós hoje em dia. 

6. O poder da Igreja Católica.

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7. O feudalismo e suas características.

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8. As Cruzadas.

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9. Qual foi a principal consequência das Cruzadas?

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